“… Eu uso PageMaker, eu uso PhotoShop… Tu gosta de CorelDraw, então pra mim tu é X9… Manjo lineatura, manjo fechar arquivo… Elesbão e Haroldinho é o terror no fotolito… “… [Por Elesbão e Haroldinho]
“… Eu uso PageMaker, eu uso PhotoShop… Tu gosta de CorelDraw, então pra mim tu é X9… Manjo lineatura, manjo fechar arquivo… Elesbão e Haroldinho é o terror no fotolito… “… [Por Elesbão e Haroldinho]
Deu no Blog do Simonal: “Três gravações de “Tu Veux Ou Tu Veux Pas”, a versão em francês de “Nem Vem Que Não Tem”: a já clássica de Brigitte Bardot, a de Marcel Zanini e a de Claire.”
Fizemos então uma montagem com as três gravações de “Tu Veux Ou Tu Veux Pas” + “Nem Vem Que Não Tem”, na voz de Wilson Simonal. Confira!
“São Paulo… São Paulo… São Paulo meu amor… Meu amigo… Não abro, estou contigo… Sou torcedor do tricolor… São Paulo… São Paulo… São Paulo meu amor… Meu amigo… Não abro, estou contigo… Sou torcedor do tricolor… A massa sãopaulina… É gente muito fina… Que torce (clap clap)… Que torce (clap clap)… Na chuva ou sol… Futebol… no Patropi… Sou mais é o tricolor do Morumbi… São Paulo… São Paulo… São Paulo meu amor… Meu amigo… Não abro, estou contigo… Sou torcedor do tricolor… São Paulo… São Paulo… São Paulo meu amor… Meu amigo… Não abro, estou contigo… Sou torcedor do tricolor… A massa sãopaulina… É gente muito fina… Que torce (clap clap)… Que torce (clap clap)… Na chuva ou sol… Futebol… no Patropi… Sou mais é o tricolor do Morumbi… São Paulo… São Paulo… São Paulo meu amor… Meu amigo… Não abro, estou contigo… Sou torcedor do tricolor!… São Paulo!”… [Por Jucas Chaves]
“Desculpe, seu Zagallo… Mexe nesse time que tá muito fraco… Levaram uma flexa e esqueceram o arco… Botaram muito fogo… E sopraram um furacão… Que não saiu do chão… Desculpe, seu Zagallo… Puseram uma palhinha na sua fogueira… E se não fosse a força desse pau Pereira… Comiam frango assado lá na jaula do Leão… Mas não tem nada não… Cuidado, seu Zagallo… O garoto do parque está muito nervoso… E esse meio campo fica perigoso… Parece que desliza nesse vai não vai… Quando não cai… É camisa 10 na seleção, é camisa 10 na seleção… É camisa 10 na seleção, é camisa 10 na seleção… Desculpe, seu Zagallo… A crítica que faço é pura brincadeira… Espírito de humor, torcida brasileira… A turma está sorrindo para não chorar… Tá devagar… É camisa 10 na seleção, é camisa 10 na seleção… É camisa 10 na seleção, é camisa 10 na seleção… “… [Por Luiz Américo]
“Olha aí que esta chegando a Copa… Virar a casaca é coisa muito natural… Todo mundo esquece do seu clube… E a gente torce, torce por um time só… Brasil, Brasil… É nossa seleção de ouro… Somos todos d’um time só… Vamos vencer… Vamos ganhar… Vamos la gritando… Gooooooool ôôô ôôô ôô… Brasil… Gooooooool ôôô ôôô ôô… Brasil, Brasil… Vamos dar as mãos e torcer juntos… Na dividida ganha quem tem união… Nosso time é a gente em campo… E a gente tem mais e tem mais coração… Brasil, Brasil… É nossa seleção de ouro… É um grito de guerra só… Vamos Brasil… Avante Brasil… Nosso grito é forte… Gooooooool ôôô ôôô ôô… Brasil… Gooooooool ôôô ôôô ôô… Brasil, Brasil”… [Por Asa de Águia]… Veja aqui o vídeo feito para a Copa de 78 exibido no canal Multishow.
“Nada mais gostoso que um Babaloo Banana… O chiclé cheio de sabor!… Ê! Que recheio… Babaloo Banana que chegou!… Nada mais gostoso que um Babaloo Banana… O chiclé cheio de sabor!”… Veja o vídeo aqui e mais sobre jingles inesquecíveis aqui.
“Moro… Num país tropical… Abençoado por Deus… E bonito por natureza (Mas que beleza!)… Em fevereiro (Em fevereiro)… Tem carnaval (Tem carnaval)… Eu tenho um fusca e um violão… Sou Flamengo e tenho uma nêga chamada Tereza… “Sambaby”, “Sambaby”… Sou um menino de mentalidade mediana (Pois é)… Mas assim mesmo, feliz da vida pois eu não devo nada a ninguém (Pois é)… Pois eu sou feliz, muito feliz comigo mesmo… Moro… Num país tropical… Abençoado por Deus… E bonito por natureza (Mas que beleza!)… Em fevereiro (Em fevereiro)… Tem carnaval (Tem carnaval)… Eu tenho um fusca e um violão… Sou Flamengo e tenho uma nêga chamada Tereza… “Sambaby”, “Sambaby”… Eu posso não ser um Band Leader (Pois é)… Mas assim mesmo, lá em casa todos meus amigos, meus camaradinhas me respeitam (Pois é)… Essa é a razão da simpatia, do poder do algo mais e da alegria… Moro… Num país tropical… Abençoado por Deus… E bonito por natureza (Mas que beleza!)… Em fevereiro (Em fevereiro)… Tem carnaval (Tem carnaval)… Eu tenho um fusca e um violão… Sou Flamengo e tenho uma nêga chamada Tereza… “Mor… No patropi… Abençoá por Dê… E boni por naturê (Mas que Belê!)”… “Em feverê (Em feverê)… Tem carná (Tem carná)… Eu tenho um fuca um vió… Sou flamen e tenho uma nêga chamá Terê… Do meu Brasil”… [Por Wilson Simonal]
“Todo mundo tem o seu talismã… Seu pé de coelho no bolso… Ferradura atrás da porta… Sua figuinha de guiné… Eu também tenho uma música, Banana Boat… Foi a primeira música que eu gravei na minha carreira… Eu vou cantar pra você… Day, is a day-oh… Daylight comes and I wanna go home… Day-oh is a day is a day is a day is a day is a day-oh… Daylight comes and I wanna go home… Come mister tally man carry me banana… Daylight comes and I wanna go home… Come mister tally man carry me banana… Daylight come and I wanna go home… Banana black, banana green… Daylight come and I wanna go home… Ice cream soda, banana split… Daylight come and I wanna go home… Come mister tally man carry me banana… Daylight come and I wanna go home… Come mister tally man carry me banana… Daylight come and I wanna go home… “… [Por Wilson Simonal]
“Joga, Corinthians!… Sofre e torce, corinthiano… Pois o dia está chegando… Está chegando o dia… Dia de sair gritando:… É campeão! Salve o Timão!… Pois há vinte e dois anos… O grito está preso… Está calado… Está triste… Está contido… Fiel, Fiel, Fiel… Não desanima, não… Pois está chegando o dia da libertação… Do grito… Ser campeão… Do grito… Gritar campeão… Do grito… Gritar campeão… Corinthians!… Joga, Corinthians!… Sofre e torce, corinthiano… Pois o dia está chegando… Está chegando o dia… Dia de sair gritando:… É campeão! Salve o Timão!… Pois há vinte e dois anos… O grito está preso… Está calado… Está triste… Está contido… Fiel, Fiel, Fiel… Não desanima, não… Pois está chegando o dia da libertação… Do grito… Ser campeão… Do grito… Gritar campeão… Do grito… Gritar campeão… Corinthians!”… [Por Wilson Simonal]
Deu na Revista Bravo: “Revista BRAVO! | Maio/2009
O Ídolo Linchado
O filme Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei joga luz sobre um dos episódios mais cruéis da história brasileira. E responde à pergunta: afinal, o cantor era ou não informante da ditadura?
Por André Nigri
No dia 7 de setembro de 1971, o jornal carioca O Pasquim publicou um dos cartuns mais cruéis da história da imprensa brasileira. No desenho, vê-se a mão de um homem com o dedo indicador esticado, apontando para alguém. No texto que acompanha o cartum, lê-se: “Como todos sabem, o dedo de Simonal é hoje muito mais famoso do que sua voz. A propósito: Simonal foi um cantor brasileiro que fez muito sucesso no país ali pelo final da década de 60″. O desenho tem uma pitada de racismo, e o texto, um teor tragicamente profético. Racismo: a mão é negra. Profecia: de 1971 até sua morte, no ano 2000, o cantor Wilson Simonal viveu uma situação ímpar no show business brasileiro. Pelo “crime”, jamais provado, de que teria sido informante da ditadura (daí o dedo do delator desenhado pelo Pasquim), teve o pior castigo que um artista pode sofrer: o ostracismo. As gravadoras, a televisão e as casas de show lhe fecharam as portas. Com a carreira violentamente amputada, Simonal mergulhou na depressão e no alcoolismo. Isso depois de ele ter se consagrado como o maior artista pop de seu tempo, rivalizando com Roberto Carlos. Nos 29 anos em que o cantor sobreviveu à tragédia pessoal e artística, até sua obra foi esquecida. “Eu não existo na história da música popular brasileira”, costumava dizer à segunda mulher, Sandra Cerqueira. O nome Simonal deixou de evocar suas músicas. A menção a ele em rodas de conversa trazia sempre à tona uma pergunta infalível: afinal, ele delatou mesmo?
A melhor resposta já dada a essa questão está no documentário Simonal — Ninguém Sabe o Duro que Dei, dirigido por Claudio Manoel (um dos integrantes do humorístico Casseta & Planeta), Micael Langer e Calvito Leal, que estreia nos cinemas neste mês. A verdade sobre Simonal emerge de uma miríade de depoimentos sensacionais, alguns verdadeiros furos de reportagem, que permitem ao espectador reconstituir com alguma precisão a verdade sobre o cantor. Antes de mergulhar fundo no momento que transformou radicalmente a vida de Simonal, no entanto, o filme se dedica a mapear sua trajetória e mostrar a dimensão de seu sucesso. Wilson Simonal de Castro nasceu em uma favela da zona sul do Rio de Janeiro, filho de uma empregada doméstica que trabalhava em residências em Ipanema e no Leblon. Sua vida começou a mudar quando o adolescente que não havia tido a oportunidade de estudar entrou para as Forças Armadas. Lá, descontraía os colegas recrutas cantando. Foi então descoberto pelo produtor musical Carlos Imperial (1939-1992), o mesmo que lançara Roberto Carlos no início da década de 1960. Em poucos anos, Simonal se transformou em um dos cantores mais populares do Brasil, tendo como único rival justamente o “rei” Roberto Carlos… “… [Por Wilson Simonal acompanhado do Som 3: Cesar C. Mariano, Sabá e Toninho Pinheiro (Gravado na TV Record)]… Veja a matéria completa aqui, veja o vídeo da apresentação aqui, acompanhe o filme pelo Twitter aqui e ouça uma entrevista com Claudio Manoel, um dos diretores do filme, aqui.